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11 janeiro, 2017

Busca por vacina contra a febre amarela zera alguns estoques

O surto de febre amarela em Minas Gerais aumentou a procura pela vacina contra a doença, e, em vários dos 15 municípios em alerta, faltaram doses para atender toda a demanda. Até mesmo em Belo Horizonte, onde não há casos suspeitos, a busca pela imunização cresceu. Até o momento, o Estado tem 23 casos notificados, sendo 16 considerados prováveis de febre amarela e 14 óbitos em investigação, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Em Caratinga, na região do Rio Doce, a quantidade de vacinas foi insuficiente para atender a população da zona urbana. O comerciante Gustavo Santana, 21, tentou receber o reforço da imunização em um posto da cidade, mas não conseguiu. “Fiquei uma hora e meia na fila, mas só foram distribuídas 50 doses e tinha muito mais gente. Estou preocupado, porque muitas pessoas estão morrendo”, disse.

Segundo o secretário de Saúde da cidade, Giovanni Corrêa, o número de casos suspeitos de febre amarela na microrregião de Caratinga, que inclui outras três cidades, passou de 51 nessa segunda-feira (9) para 63 nessa terça-feira (10), e a quantidade de óbitos subiu de cinco para oito. “Já estamos vacinando todo o pessoal da zona rural de casa em casa, que é o público-alvo número 1. Solicitamos a possibilidade de vacinar a zona urbana e acreditamos que vamos fazer a cobertura vacinal de todo o município”, disse. Côrrea afirmou ainda que as 4.000 doses de reforço já acabaram e nesta quarta-feira (11) deve chegar nova remessa.

Em São Sebastião do Maranhão, também no Rio Doce, não há casos suspeitos da doença, mas foram registradas mortes de macacos, que indicam a presença de febre amarela. “Aumentou demais a procura, e a vacina acabou. Nosso estoque não é muito grande, porque normalmente apenas as crianças se vacinam, mas agora estão todos preocupados”, afirmou a secretária de Saúde do município, Sabrina Mesquita Lima. Ela disse que a pasta vai solicitar mil novas doses ao Estado, e eram cem em estoque.

Em São Domingos das Dores, na Zona da Mata, cerca de cem pessoas procuraram, sem sucesso, a vacina nessa terça-feira (10). As doses acabaram na segunda-feira. “O pessoal se alarmou muito, e veio uma multidão de vários municípios. As pessoas estão muito assustadas, querendo informações”, disse a secretária de Saúde da cidade, Elisângela Gonçalves. Segundo ela, as pessoas foram orientadas a voltar ao posto no fim da semana.

Em Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Saúde declarou ter identificado aumento na procura pela vacina. A cidade tem, atualmente, 51.7 mil doses em estoque, disponíveis em 150 postos de saúde. Se necessário, o Estado se dispôs a fornecer mais à capital.

Conforme a SES, não há falta de vacina, mas desabastecimento pontual dos estoques em alguns municípios. A pasta informou que essa ausência se deve à procura repentina e que o Estado “está concentrando esforços” para envio das doses assim que pediu. Minas tem hoje 300 mil doses em estoque e solicitou ao Ministério da Saúde outras 150 mil.
SES. A cobertura vacinal para febre amarela em Minas foi de 82,56% em 2016. O índice considera as faixas etárias do Calendário Nacional de Vacinação, de 9 meses e 4 anos.



Posição

População não precisa se alarmar

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), afirmou nessa terça-feira (10) que a incidência de febre amarela no Estado é grave, mas “não é motivo de alarme da população”.

“A situação, de fato, é preocupante, mas não é um risco iminente de epidemia. O que nós estamos fazendo são ações preventivas nas regiões afetadas, envolvendo especialmente a vacinação. Se você mora em área urbana em um dos municípios que estão sendo afetados, você não tem motivo para se preocupar, a não ser que se desloque regularmente para a área rural”, disse.

Segundo o governador, um encontro será realizado com os prefeitos das cidades das regiões afetadas para discutir medidas para o combate ao problema – a data não foi informada. Pimentel afirmou ainda que a vacinação casa a casa já começou e que leitos nos hospitais estão sendo reforçados para casos mais urgentes.


fonte: otempo.com.br

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